Uma cilada q’eu sempre vejo
E que não me deixa dormir
É coisa traquina!
É coisa medonha!
Uma incontinência da alma
Faz como se fosse torniquete.
É coisa apertada!
É coisa danada!
Fiz mais que tudo pra conter
E quando não, sofria mais que tudo.
É coisa que dói!
É coisa que não dá!
Fui pra lá, fui pra cá.
Mas veja só, é que nem mungunzá.
É coisa difícil!
Osso duro de roer!
Ai meu Deus, p’ra onde vai tudo isso...
Me dei conta que nem p’ra essas poucas palavras
Tô sabendo dar prumo...
Quanto mais pr’aquilo.
Ô coisa ruim!
Ô coisa sem jeito, coisa sem futuro.
Eu vou é acordar
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