Tive chance uma vez de pintar
De azul o céu
De branco tuas roupas
E de belo teu olhar
Nunca cheguei de fato a findar
Era tão alto
Tão ríspido
E tão seco
Que tive a impressão
Que estava no lugar errado
Vi até você pedir
Ouvi umas boas músicas
Algumas até inacreditáveis
Então me entrei
Pelas árvores de volta ao momento
Onde tudo começou
Então vi você de novo
Uma criança...
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Coisa sem futuro
Uma cilada q’eu sempre vejo
E que não me deixa dormir
É coisa traquina!
É coisa medonha!
Uma incontinência da alma
Faz como se fosse torniquete.
É coisa apertada!
É coisa danada!
Fiz mais que tudo pra conter
E quando não, sofria mais que tudo.
É coisa que dói!
É coisa que não dá!
Fui pra lá, fui pra cá.
Mas veja só, é que nem mungunzá.
É coisa difícil!
Osso duro de roer!
Ai meu Deus, p’ra onde vai tudo isso...
Me dei conta que nem p’ra essas poucas palavras
Tô sabendo dar prumo...
Quanto mais pr’aquilo.
Ô coisa ruim!
Ô coisa sem jeito, coisa sem futuro.
Eu vou é acordar
E que não me deixa dormir
É coisa traquina!
É coisa medonha!
Uma incontinência da alma
Faz como se fosse torniquete.
É coisa apertada!
É coisa danada!
Fiz mais que tudo pra conter
E quando não, sofria mais que tudo.
É coisa que dói!
É coisa que não dá!
Fui pra lá, fui pra cá.
Mas veja só, é que nem mungunzá.
É coisa difícil!
Osso duro de roer!
Ai meu Deus, p’ra onde vai tudo isso...
Me dei conta que nem p’ra essas poucas palavras
Tô sabendo dar prumo...
Quanto mais pr’aquilo.
Ô coisa ruim!
Ô coisa sem jeito, coisa sem futuro.
Eu vou é acordar
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A dor
E comigo teve uma breve conversa...
E disse assim de início:
Meu rapaz... nem Ele quis de mim tanta distância...
Por que tem em teu íntimo tamanha ânsia de estar protegido e confortável?
Acaso nunca ouvistes em todos esses anos de leitura e andar quilômetros
Que os espinhos ensinam mais que as flores?
Que o deserto é o preliminar das gargantas saciadas?
Que a ausência é o tempero da presença?
E que meu rosto embeleza o alívio?
Vejo que toda essa tua fuga, bom rapaz
Transformou-te em um lutador
Mas tua única luta, pelo que vejo, trava-se contra mim
Vais tu, de agora enfim, lutar contra os dias e contra as noites
E todos os seus habitantes
Que ainda se perseguem naquele ritmo frenético que nem eu consigo parar
E então naquela arena eu vou te auxiliar
Desde que tu pares a teimosia de viver sem mudanças e sempre ladeado de manjares
Podes tu alcançar tal distância, rapaz?
Se não, admoesto-te a cessar com essa tua traição a tua experiência
E espera pelo menos se eu venho a ti ou não.
Pois tua angústia tem minha deixa
E aumenta com esse teu intento de não me ter
Mal sabes tu se Ele te livrará ou não...
E disse assim de início:
Meu rapaz... nem Ele quis de mim tanta distância...
Por que tem em teu íntimo tamanha ânsia de estar protegido e confortável?
Acaso nunca ouvistes em todos esses anos de leitura e andar quilômetros
Que os espinhos ensinam mais que as flores?
Que o deserto é o preliminar das gargantas saciadas?
Que a ausência é o tempero da presença?
E que meu rosto embeleza o alívio?
Vejo que toda essa tua fuga, bom rapaz
Transformou-te em um lutador
Mas tua única luta, pelo que vejo, trava-se contra mim
Vais tu, de agora enfim, lutar contra os dias e contra as noites
E todos os seus habitantes
Que ainda se perseguem naquele ritmo frenético que nem eu consigo parar
E então naquela arena eu vou te auxiliar
Desde que tu pares a teimosia de viver sem mudanças e sempre ladeado de manjares
Podes tu alcançar tal distância, rapaz?
Se não, admoesto-te a cessar com essa tua traição a tua experiência
E espera pelo menos se eu venho a ti ou não.
Pois tua angústia tem minha deixa
E aumenta com esse teu intento de não me ter
Mal sabes tu se Ele te livrará ou não...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Você sabe?
A paz que não se pode ter
Ensaia toda hora com o que chamamos de vida
Vai e vem você encontra por ai
Um sujeito com ar de tranqüilidade
Roupas esquisitas
E o olhar do outro mundo também acompanha
Nova era
Céu limpinho
Tecnologia
E a ciência não pode faltar, é claro, é fato.
Como iríamos ter aquela sensação de magnificência?
Células-tronco
Meio ambiente
Fibrose cística
Plante uma árvore
E arranque outras
E não me venha com aquela estória de Perestroika
Aquele mapa não me convence
De marca eu tenho a minha
Any fool knows the dog needs a home
A shelter from pigs on the wings
Alinhamento de júpiter e marte
E a sétima casa da lua
Vá e faça a sua
A minha amanhã eu resolvo
Pois eu até que tenho paz...
Ouviu?
Ouviu bem?
Ensaia toda hora com o que chamamos de vida
Vai e vem você encontra por ai
Um sujeito com ar de tranqüilidade
Roupas esquisitas
E o olhar do outro mundo também acompanha
Nova era
Céu limpinho
Tecnologia
E a ciência não pode faltar, é claro, é fato.
Como iríamos ter aquela sensação de magnificência?
Células-tronco
Meio ambiente
Fibrose cística
Plante uma árvore
E arranque outras
E não me venha com aquela estória de Perestroika
Aquele mapa não me convence
De marca eu tenho a minha
Any fool knows the dog needs a home
A shelter from pigs on the wings
Alinhamento de júpiter e marte
E a sétima casa da lua
Vá e faça a sua
A minha amanhã eu resolvo
Pois eu até que tenho paz...
Ouviu?
Ouviu bem?
COMUNHÃO COM O PERIGOSO, DOLOROSO E NECESSÁRIO
Estive em um tempo que desenhei um curso na minha vida
Acabar com a dor de qualquer forma.
Inimiga de todos em todos os tempos
Palco do pecado e artimanha do desespero
Amiga da morte e concubina do diabo
Nunca vi ninguém se afeiçoar a ela
Eu, abertamente, disse: eu a odeio
Por isso decidi, certa vez, acabar com ela
Em uma guilhotina firme ou em uma forca bem alta
No trampolim do pirata ou com as minhas próprias mãos
Depois de anos tentando chamar sua atenção para uma armadilha,
Uma arapuca e uma gaiola
Ela me visitou
E comigo teve uma breve conversa...
Acabar com a dor de qualquer forma.
Inimiga de todos em todos os tempos
Palco do pecado e artimanha do desespero
Amiga da morte e concubina do diabo
Nunca vi ninguém se afeiçoar a ela
Eu, abertamente, disse: eu a odeio
Por isso decidi, certa vez, acabar com ela
Em uma guilhotina firme ou em uma forca bem alta
No trampolim do pirata ou com as minhas próprias mãos
Depois de anos tentando chamar sua atenção para uma armadilha,
Uma arapuca e uma gaiola
Ela me visitou
E comigo teve uma breve conversa...
Assinar:
Comentários (Atom)
