Sempre procuramos o que sentir quando não vamos além do que vemos agora, nesta mesma hora, onde os homens devaneiam homenageando o que sentimos com o cálice da certeza de que é isso mesmo.
vamos assim saber que o que vemos parece certo
incerto é não sentir nada
incerto é não sentir nada?
mas quando os olhos inundam a alma com a dor de tanto mundo viemos à uma mesa com um prato vazio e a fome que nos espera saciar a certeza que o alimento não vai nos confortar, e o vinho com seus desconsentimentos e suas dissensões vai nos brindar com a praga de um dia sem horizonte.
ah se eu com minhas mãos alcançasse essa cortina cinza que me separa da parusia do meu redentor
os anjos iriam talvez perguntar: que homem é esse?
Nenhum comentário:
Postar um comentário