domingo, 30 de agosto de 2015

Saciar com o que?

• Há uma procura que não para • Nem se cala • E nem de tanto se fala • E vamos além do que vemos agora, • Nesta mesma hora, • Onde todos devaneiam homenageando sensações • Brindam com o cálice da certeza de que é isso mesmo. • Vamos assim saber que o que vemos parece certo • Incerto é não sentir nada • Incerto é não sentir nada? • Mas quando os olhos inundam a alma com a dor de tanto, de tanto mundo • Viemos à uma mesa com um prato vazio • E a fome que nos espera saciar a certeza que o alimento não vai nos confortar, • E o vinho com seus desconsentimentos e suas dissensões • Vai nos brindar com a praga de um dia sem horizonte. • Ah se eu com minhas mãos alcançasse essa cortina cinza • Que me separa da parusia do meu Redentor • Os anjos iriam perguntar: que homem é esse?

domingo, 7 de novembro de 2010

darkness

time has come to forward the limbs
let us build you again
night after night
shanking bruisers for your clamps
not for me
not for the meaningless
but i saw you and your attempts
there was much for anyone with life

would you cry out for the storms?
or simply for the worms?

do not blame me kid
do not come overdone

the whiplash sounds familiar to you
not to me
cruel but true

sábado, 2 de outubro de 2010

está no centro do jardim

por que você procura tanto?
com martelo e uma ponta afiada você busca o quê?
dias e dias, noites e noites vejo você daqui
e você não acha que eu também vejo você me vendo
vez ou outra, sempre que quer aventurar uma olhadela
posso perceber, claro que não dura muito
sempre com suor no rosto e nos braços
de tanto martelo e ponta afiada
você busca o quê?
e os olhos de cansaço não esconde a angustia
de cavar e cavar
você busca o quê?

o sol não deixa ninguém pensar direito
e nem pensar no digno
sempre que quiser aventure uma olhadela
o vermelho sangue no seu silencio
me fala com horas de palavras infindáveis
em um eco certeiro gritando: onde estás?

o que você espera?
que eu te traga os meus braços novamente?
você iria me cravar lá novamente?

o que você espera?
que eu te traga o meu rosto novamente?
você iria me beijar novamente?

e de longe, quando eu te reconhecer
vou perguntar: onde está o novilho e o carmesim
do novilho o banquete para seu sorriso
do carmesim a tecedura da capa que te protege

oh...

por que você foi àquela árvore?
eu estava bem do lado oposto
quando te vi indo ali
tua busca ja me batia o martelo
e as pontas afiadas já me clamavam teu nome
por que você foi ali?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A cortina cinza

Sempre procuramos o que sentir quando não vamos além do que vemos agora, nesta mesma hora, onde os homens devaneiam homenageando o que sentimos com o cálice da certeza de que é isso mesmo.

vamos assim saber que o que vemos parece certo

incerto é não sentir nada

incerto é não sentir nada?

mas quando os olhos inundam a alma com a dor de tanto mundo viemos à uma mesa com um prato vazio e a fome que nos espera saciar a certeza que o alimento não vai nos confortar, e o vinho com seus desconsentimentos e suas dissensões vai nos brindar com a praga de um dia sem horizonte.

ah se eu com minhas mãos alcançasse essa cortina cinza que me separa da parusia do meu redentor

os anjos iriam talvez perguntar: que homem é esse? 

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A mesa e o Figo

Se quer saber o sabor do espinho
Sem nenhuma dor
Venha e olhe para mim
Se quer sentir o tremor da montanha
Sem tombar para morte
Venha e olhe para mim
Se quer ver as paredes dos juncos
Sem afogar a alma
Venha e olhe para mim

Quando eu te vir vou pedir um figo
Você tem um figo para mim?
Quando eu te vir vou pedir um figo
Quem é você sem um figo para mim?

Se quer saber o nome na pedra
e ver que é o seu
Venha e olhe para mim
Se quer sentir o calor na fornalha
e os anjos te acompanhar
Venha e olhe para mim
E na carruagem das nuvens mais
altas que os homens
O teu olhar será pra mim

Quando eu te vir vou pedir um figo
Você tem um figo para mim?
Na mesa do cordeiro faltava um figo
Até você chegar
Você tem um figo para mim?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Harmonia

Harmonia com Ele, o Deus que orquestrou tudo que sinto.

Com André que, sem saber, escreveu a letra há mais de 20 anos

Com Levi que criou a primeira linha de vocal

Com Heloize que criou a segunda

Com Felipe que criou a terceira

Comigo que acompanhou tudo como um xereta criativo

Com o início em E e cantada em Am

E com aquele Dm cantado em D  

Com a simplicidade do dedilhado que quase ninguem ouve

Mas traz calma para quem consegue

Espero que você ouça um dia

quinta-feira, 22 de julho de 2010

viva onde viver

Viva em meio às folhas Úmidas que caíram ontem
choveu levemente, ouvi quando dormia
o frio que há, não supõe a ausência, mas o cuidado
pois há a oportunidade do cobertor das tuas mãos

Viva em meio às folhas que caem
Pois amanhã também estarão úmidas
e terão aquele sabor de ter mais alguns dias aqui
e depois mais dias então
pois há a oportunidade de conversarmos na virada de todos os dias

Sabe, o melhor é que se eu sair para olhar depois do muro
vai estar fazendo sol
todos estarão com o destino contando os ponteiros
e logo logo é hora de fazer o jantar
pois há a oportunidade do cobertor das tuas mãos